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Cinema

Filme “Carro Rei” cujo desenho de som foi de Guille Martins, professor do IFG, é o grande premiado do 49ª Festival de Gramado

Foram quatro prêmios no total, o que inclui de melhor desenho de som

  • Criado: Terça, 24 de Agosto de 2021, 15h36
  • Última atualização em Quarta, 29 de Setembro de 2021, 07h18
Imagem de divulgação do filme "Carro Rei"
Imagem de divulgação do filme "Carro Rei"

O longa-metragem Carro Rei da diretora Renata Pinheiro foi o grande premiado do 49ª Festival de Gramado que ocorreu entre os dias 13 e 21 de agosto. Ao todo foram quatro premiações: melhor longa-metragem brasileiro, melhor direção de arte, melhor trilha sonora e melhor desenho de som cujo responsável foi o professor do Câmpus Cidade de Goiás, Guille Martins. “A paisagem sonora da cidade está presente na edição final do filme que recebeu o melhor prêmio do Cinema brasileiro”.

Guille explica que a premiação, por meio de sua participação e dos sons colhidos na cidade, chegou ao interior de Goiás e ao IFG mesmo que o filme tenha sido gravado em outro lugar e com participação majoritária de uma equipe da cidade de Caruau (Pernambuco). “Isso mostra para nossos estudantes que, mesmo em situações adversas, é possível fazer cinema no interior, fora dos grandes eixos. Apesar das ameaças que pairam sobre o audiovisual brasileiro, é fundamental perceber que existe um mercado de trabalho crescente na indústria audiovisual que precisa ser ocupado por técnicos e artistas de todo canto do país”.

"Estamos aqui para fomentar a produção cinematográfica no centro-oeste e compartilhar nossos saberes técnicos e artísticos para que estudantes possam, a partir de suas próprias inquietações e realidades, tomar partido nas múltiplas engrenagens do cinema brasileiro”, ressalta.

O gênero do filme é de ficção científica com carros falantes que são montados a partir das sucatas de um ferro velho, por isso exigiu um trabalho de som criativo, experimental e minucioso. “Não se tratava de copiar os sons dos grandes filmes blockbusters do gênero, mas encontrar sonoridades propriamente terceiro-mundistas, o som da nossa sucata, dos nossos carros velhos, de caixas de som estragadas e extrair daí uma estética sonora própria”, explica Guille Martins.

 

Sobre o trabalho de desenho de som

O trabalho realizado por Guille, intitulado desenho de som, se trata de escolher, editar e construir tudo o que é e como é ouvido em um filme, o que se distingue da trilha sonora que consiste na música construída para o filme, o desenho de som constrói as paisagens sonoras, os efeitos sonoros da obra audiovisual. “Talvez muita gente não se dê conta, mas todo ruído que escutamos em um filme é construído, foi colocado ali por pessoas que estavam pensando na potência da narrativa sonora, na força expressiva de cada som para se contar determinada história”.

Para construir o desenho de som de “Carro Rei”, o professor buscou objetos de seu cotidiano gravando por exemplo o som de seu próprio carro como o rangido do volante e o barulho do acelerador. “Muitas vezes os sons que precisamos para fazer um filme estão bem mais perto de nós do que podemos imaginar, não é necessário procurar tão longe, basta saber que com um liquidificador ou um brinquedo de criança podemos criar sons de uma nave espacial. Desenhar sons é um chamado à criatividade e à experimentação, só que a matéria prima desse trabalho não é visível, não é imagem, são vibrações, ondas mecânicas, som”.

Guille fez questão de lembrar que o prêmio de desenho de som não é individual por ser um trabalho coletivo elaborado com a participação de vários corpos e ouvidos, por isso, ele faz questão de lembrar os nomes que foram fundamentais nessa constituição: “Guga S. Rocha e toda equipe de som direto; Daniel Turini e a equipe de foley, de Karen Araujo e sua equipe por trazer através da direção de arte altos objetos sonoros, que desenham também o som de uma cena; DJ Dolores que enfrentou a pandemia e acompanhou a mixagem com um baita profissionalismo e me ajudou a colocar sua música onde ela deveria estar; e os atores que respiram, inspiram, batem os dentes e o marfim dos ossos, fazem som ou inventam gestos sonoros dentro do vazio do silêncio, como fez nesse filme o brilhante Matheus Nachtergaele, interpretando o personagem Zé Macaco”.

 

Saiba mais sobre as demais premiações do filme no site do 49ª Festival de Gramado

 

Comunicação Social/Câmpus Cidade de Goiás

 

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