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Ensino

Comunidade participa de análise sensorial de palmitos em conserva

Criado: Segunda, 14 de Junho de 2021, 15h23 | Última atualização em Terça, 15 de Junho de 2021, 10h09

Os palmitos foram produzidos no Laboratório de Agroindústria Familiar do IFG e fazem parte de projeto de pesquisa

processo de degustação
processo de degustação

Na última semana, entre os dias 10 e 11 de junho, foi realizada, com o devido respeito a todos os protocolos sanitários contra a COVID-19, uma análise sensorial de palmitos em conserva no IFG-câmpus Cidade de Goiás. Participaram famílias agricultoras, moradores da cidade, estudantes e servidores do câmpus. A preparação foi realizada por professores, técnicos e estudantes do Núcleo de Agroecologia e Agroecossistemas (NEPAA/IFG) e faz parte do projeto de pesquisa “Desenvolvimento e inovação de produtos alimentícios para a agricultura alimentar”.

Nesse projeto, duas espécies de palmito oriundos do bioma cerrado que já são conhecidas e consumidas no estado in natura pelas comunidades locais estão sendo estudadas para o consumo em conserva, são elas: Caranã (Mauritiella armata) e o Tucum (Astrocaryum huaimi). O professor Diogo Souza Pinto explica que as atividades começaram em setembro do ano passado mas que a degustação ocorreu como um momento importante do processo. “Nesta semana fizemos a degustação dos palmitos desenvolvidos comparados com os palmitos comerciais. A ação nos deu a dimensão do trabalho desenvolvido e sua importância na relação da pesquisa com a extensão. Os estudantes puderam aprender sobre os parâmetro técnicos de elaboração de produtos e também sobre análise sensorial de alimentos, o que foi de grande importância para suas formações profissionais”, explica.

O estudante Bruno Guimarães, atualmente no 5º período do Bacharelado em Agronomia, é bolsista na modalidade PIBITI e tem como plano de trabalho o desenvolvimento da conserva do palmito Caranã. Também egresso do Curso Técnico Integrado em Agroecologia, o estudante ressalta a importância do envolvimento com a pesquisa. “Esse tipo de atividade é muito importante, eu já consegui publicar artigo científico e outras coisas como uma cartilha e apresentação em eventos, a pesquisa terá grande relevância para a sociedade porque a espécie tem poucos estudos científicos aprofundados, vai ajudar a sanar a carência de conhecimentos da população sobre o produto. Para mim é um aprendizado não só das práticas metodológicas mas também uma realização pessoal.”

Preparação do palmito em conserva

 

Para Douglas Filho, estudante do 3º ano de agroecologia, o mais importante na ação da degustação foi poder compartilhar o conhecimento que adquiriu na sua participação no projeto com outras pessoas. “A degustação foi muito importante, poder conversar e interagir com as pessoas, mostrar o que a gente aprendeu no projeto, eu acabei ensinando para as pessoas o que eu já tinha aprendido e isso que é o mais importante”.

O projeto é realizado em parceria com a Universidade Federal de Goiás e o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de alimentos (PPCGTA/IA-UFG) sob orientação da professora Dra. Tânia Aparecida Pinto de Castro, titular da Faculdade de Nutrição, dentro do projeto de doutorado do professor do IFG Diogo de Souza Pinto. Também conta com a participação de seis estudantes do ensino médio do Técnico Integrado em Agroecologia e cinco estudantes do Bacharelado em Agronomia (ver lista dos nomes no final da notícia).

O professor Diogo explica que em breve serão testados outros produtos derivados dos palmitos como a polpa das duas palmeiras e do óleo extraído de seus frutos. O projeto foi aprovado no comitê de ética da UFG a realização da pesquisa com o público, e os estudos continuam para o desenvolvimento de sorvetes, licores e biscoitos. “O foco do trabalho é a valorização de espécies do cerrado e o seu aproveitamento para a agricultura familiar na produção das receitas que serão pesquisadas, mantendo uma profunda relação com os princípios do NEPAA, além da realização de pesquisas aplicadas à realidade local visando o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agroecologia e dos povos do campo”, enfatiza o professor.

 

Confira abaixo a lista completa dos participantes no projeto:

Coordenador: Diogo de Souza Pinto

Equipe: Isaias dos Santos Souza (bacharelado em Agronomia); Bruno Ferreira Guimaraes (bacharelado em Agronomia);Fabiana Arcanjo Moraes (bacharelado em Agronomia); Ana Lara Silva Alves de Abreu (bacharelado em Agronomia); Jason Carvalho Machado (bacharelado em Agronomia); Marcella Lais de Andrade de Lima (técnico integrado em agroecologia); Vitória Cristina da Silva Assunção (técnico integrado em agroecologia); Lucas Eduardo Gomes Brito (técnico integrado em agroecologia); Roberth de Oliveira Lima (técnico integrado em agroecologia); Douglas Camelo Rezende Filho (técnico integrado em agroecologia)

Colaboradores:

Carlos de Melo e Silva Neto (IFG); Gabriel Caymmi Vilela Ferreira (IFG); Iara Jaime de Pina (IFG); Adrielly Marques de Oliveira (técnico integrado em agroecologia) Jennifer Carneiro dos Santos (técnico integrado em agroecologia); Humberto Assis Cirqueira (técnico integrado em produção de áudio e vídeo)

Voluntárias PIBIC e PIBITI UFG:

Gabriela Coutrin de Melo Carvalho (Engenharia de Alimentos UFG); Lindasony Salgado Pereira (Engenharia de Alimentos UFG)

 

Comunicação Social/câmpus Cidade de Goiás com fotografias de Henrique Hernandes, estudante do 3º período do Bacharelado em Cinema.

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