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Palestra

Pesquisadora da Bahia palestra sobre Ciência Africana e Afrodiaspórica

Criado: Segunda, 13 de Setembro de 2021, 11h13 | Última atualização em Sexta, 24 de Setembro de 2021, 16h43

A palestrante desconstruiu o mito em torno da população negra e destacou algumas produções científicas e tecnológicas

Com o início do semestre letivo a Comissão Local de Políticas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial do Câmpus Itumbiara (CPPIR) e as coordenações de curso preparam um momento de abertura oficial para dar as boas-vindas aos estudantes calouros e veteranos do IFG Câmpus Itumbiara. Assim, na última sexta-feira, dia 10, foi realizada a palestra “Ciência Africana e Afrodiaspórica”, ministrada pela escritora, mestre e doutora em Ensino de Química, Bárbara Carine Soares Pinheiro.

A atividade foi conduzida pela profa. Juliana Moraes, que é coordenadora do curso de Licenciatura em Química e também representante da CPPIR. Apesar do distanciamento, lembrou a coordenadora, a vantagem do Ensino Remoto Emergencial (ERE) é a possibilidade da participação de colaboradores e palestrantes de diversas regiões do país, a exemplo da palestrante da semana passada que era da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Na abertura da atividade o chefe de departamento de áreas acadêmicas, prof. Fernando dos Reis, desejou as boas-vindas aos alunos e estimou que tenhamos um semestre letivo de muito aprendizado, trabalho, produção acadêmica e conquistas.

Já a diretora-geral do Câmpus Itumbiara, Aline Barroso, parabenizou pela proposta e organização do evento e expressou seu sentimento de que possamos continuar tendo força para superar o período atual de dificuldade em função da pandemia da covid-19.

Também durante suas palavras a diretora Aline explicou que quanto ao plano de retorno presencial, estudos e levantamentos já estão sendo realizados e que foi constituído um Comitê de Biossegurança e Comissão Central no IFG; e que agora uma comissão local está discutindo questões específicas da Unidade. O que já está definido é que, entre vários fatores, o retorno vai ocorrer gradualmente, com todas as medidas de segurança, seguindo as regras e orientações sanitárias do munícipio de Itumbiara e que, havendo a possibilidade do retorno presencial ainda neste semestre, serão retomadas primeiramente as atividades administrativas e acadêmicas que não envolvam um grande número de estudantes e servidores.

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Palestra:

A coordenadora Juliana esclareceu que a proposta do tema para a palestra foi em razão da necessidade de reforçar a construção do debate que envolva as relações étnico-raciais ao longo de todo o período letivo, e não apenas em datas comemorativas, a exemplo do Dia da Consciência Negra. 

Durante sua fala a convidada Bárbara Carine explicou o que é o conhecimento científico e produção científica, e lamentou que a ciência moderna seja majoritariamente marcada pelo pensamento europeu. Ainda de acordo com a palestrante, enquanto não se revisitar o conceito de ciência, outros povos não serão considerados como referenciais teóricos e não será valorizada a grandeza da ancestralidade negra e africana dentro da produção científica e tecnológica. 

A palestrante também lamentou a ausência ou pouco número de pesquisadores e professores negros ao longo da carreira acadêmica dela, mesmo tendo estudado na Bahia, estado onde a soma da população que se identifica como negra ou parda é maior que 80%. Bárbara lembrou que a sociedade coloca a população negra num local majoritariamente laboral e não relacionado à ciência, sendo associado exclusivamente à dança, música, comida, sexualização, manifestações culturais e de resistência histórica. Ainda segundo ela, os negros foram destituídos da produção intelectual e isso reverbera em uma série de limitações sociais como: associar mulheres negras com força, agressões e/ou alheias ao sofrimento; crianças como pedintes, não pertencentes ao ambiente escolar e os homens ao serviço braçal.

Durante toda a palestra a professora, que também é autora de livros (veja ao final da notícia) apresentou indícios científicos de que a humanidade surge no continente africano, assim como as primeiras civilizações e formações societárias; sendo inclusive a criadora de complexidade sociais e desenvolvimento tecnológico. Ela ainda demonstrou as diversas invenções associadas à população negra, em particular, as produções químicas que é a área de atuação da palestrante. 

Por último, Bárbara tratou do mito de que o berço da civilização seja a Grécia, e deu exemplos de invenções e personalidades intelectuais negras.

A estudante da Licenciatura, Jaqueline Soares Dantas De Paiva, afirmou que o “aprendizado [da palestra] foi riquíssimo” e que deveria haver uma disciplina específica para tratar do tema. Já Rondinelli Reis disse que ficou emocionado “por receber tanta dedicação através de pesquisa” e comentou que a palestrante o inspirou muito e que ela tratou do assunto com maestria.

 

Sobre a palestrante

Bárbara Carine possui graduação em Licenciatura em Química pela UFBA e mestrado e doutorado em Ensino de Química pelo programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBA/UEFS. Foi coordenadora de área do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) de 2015 a 2018, e hoje é membro do corpo permanente de docentes do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências; e atua como coordenadora do Grupo de Pesquisa em Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA), desenvolvendo pesquisas nas linhas de: Formação de professoras e professores na perspectiva crítico-decolonial; Diversidade no Ensino de Ciências.

Bárbara é autora de dois livros @descolonizando_saberes: mulheres negras na ciência e História Preta Das Coisas: 50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras; e influenciadora digital nos perfis: @descolonizando_saberes (Instagram) e Uma Intelectual Diferentona (YouTube). 

 

 

Setor de Comunicação Social e Eventos - Câmpus Itumbiara

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