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Aniversário

Câmpus Formosa completa 12 anos de atuação firme na comunidade

Instituto Federal de Goiás (IFG) em Formosa é símbolo de luta, preservação do meio ambiente e defesa da pluralidade

  • Criado: Terça, 21 de Junho de 2022, 18h07
  • Última atualização em Segunda, 04 de Julho de 2022, 18h43
Câmpus completa 12 anos com atuação consolidada
Câmpus completa 12 anos com atuação consolidada

Em 21 de junho de 2010, ao iniciar suas atividades, o Câmpus Formosa já tinha a dimensão da sua missão perante o seu público: levar educação gratuita de qualidade a todos e todas, por meio do ensino, das atividades de pesquisa e das ações de extensão, impulsionado por um desejo de reflexão da comunidade, que transformou sua percepção sobre o mundo em que vive.

Diversos foram os obstáculos e as divergências, mas sempre esteve presente a voz contestadora, seja na luta por direitos dos trabalhadores, dos estudantes ou das minorias. “Por ser uma instituição que muitas vezes é destoante com os modelos que já existiam, acaba que surgem algumas dúvidas, algumas críticas, desde preconceituosas e sem fundamentos, até críticas pela própria concorrência ou mesmo de uma certa resistência conservadora”, explica a professora de Políticas Educacionais e História da Educação, Kaithy das Chagas Oliveira.

“É muito importante a gente manter uma qualidade do trabalho e sempre pensar em melhorar o acesso das pessoas da cidade, das imediações, ampliando a oferta de cursos e de vagas e melhorando as políticas de permanência e êxito”, ressaltou a professora Kaithy das Chagas Oliveira.

Kaithy estava presente em junho de 2010 e acompanhou todo o processo de criação do Câmpus Formosa até sua consolidação. De acordo com ela, foram muitos os desafios: um “planefazer” (planejar e fazer o Câmpus ao mesmo tempo, conforme conceito criado pelo ex-reitor, professor Paulo César Pereira), o desconhecimento local sobre a identidade do IFG; o posicionamento do Câmpus na sociedade diante de temas polêmicos; o desenho dos cursos,  do Câmpus e do quadro de servidores; e a necessidade de estrutura. Uma coisa é certa: o Câmpus Formosa abriu caminhos para o debate e é reconhecido como uma instituição democrática.

 

OCUPAÇÃO ESTUDANTIL

Foi em 2016 que os estudantes se deram conta efetivamente da sua força. Com o objetivo de protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº 241, conhecida como “PEC do Teto de Gastos”, o Grêmio Estudantil articulou com os demais alunos e alunas do ensino médio e da graduação um movimento de ocupação do Câmpus Formosa. A PEC influenciaria na desobrigação do ensino de Sociologia, Filosofia, Educação Física e Artes no Ensino Médio e também na implantação da escola sem partido.

O movimento interrompeu as aulas e ocupou o Câmpus durante cerca de 50 dias. A ocupação estudantil deu o que falar e se tornou parte da história do Câmpus e da cidade. “Com ela, percebi a importância da organização popular para elencar as principais necessidades e vontades desses coletivos”, analisou um dos ex-coordenadores do Grêmio Estudantil e agora aluno do curso superior de Licenciatura em Ciências Sociais, Eduardo Felipe Gomes de Sousa. “Nossa educação também é construída e reconstruída pelos estudantes. A escola deve ser um espaço horizontal, democrático, coletivo e de diálogos múltiplos para o avanço da nossa sociedade”, declarou.

 

PRÓ MEIO AMBIENTE

A mais recente manifestação do Câmpus em defesa do meio ambiente local obteve um alcance ainda maior e resultados animadores, até o momento. Instituições de ensino superior - dentre elas o IFG – e outras ambientais da cidade e região tomaram a frente para defender um patrimônio ambiental do município, o Córrego Joséfa Gomes, importante para a formação de três grandes bacias hidrográficas brasileiras.

“O IFG trouxe a Formosa um espaço para a cidade pensar em si mesma. Desde o início de suas atividades em Formosa, a Instituição teve suas portas abertas aos formosenses”, disse o diretor-geral, professor Thiago Gonçalves Dias.

O IFG realizou uma audiência pública no encerramento da II Semana Nacional do Meio Ambiente do IFG, no começo deste mês, com a participação, na mesa de trabalhos, de outras instituições e da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Formosa. O resultado do movimento foi a Recomendação do Ministério Público (MP) à Prefeitura Municipal de Formosa e secretarias, da interrupção dos trabalhos e revisão do projeto da obra de canalização do Córrego Joséfa Gomes. Vitória do ecossistema local. Na tarde de amanhã, 22 de junho, o MP, a Prefeitura Municipal, o IFG e a Universidade Estadual de Goiás (UEG/Câmpus Formosa) participam de uma reunião no Auditório da Prefeitura para debater aspectos técnicos do projeto. 

O Instituto Federal de Goiás (IFG) é uma instituição idônea, que atua em defesa da amplitude de ideias, do conhecimento e da Ciência.  É comum encontrar estudantes e servidores apaixonados pelo Câmpus. “Foi maravilhoso ter estudado nesta instituição no ensino médio. Amo demais e tenho muita admiração por todos os profissionais que fazem dela uma referência na região”, declarou via Instagram, o ex-aluno Caio Rabelo. “Eu tenho um amor muito grande por esta instituição, que mudou a minha vida e que muda a vida de muitas pessoas que passam por ela, sobretudo os estudantes e as estudantes, e a gente sabe que muitos e muitas estão batendo asas”, comentou Kaithy, e concluiu: “A gente vê muita coisa bacana sendo produzida a partir da nossa ação. Então a luta vale e vale muito”.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Formosa

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